quarta-feira, 24 de outubro de 2007

RSE em debate: a experiência do Globo e da Souza Cruz



Continuando o Ciclo de Palestras sobre Responsabilidade Social na Escola de Comunicação da UFRJ, na próxima semana, teremos mais duas palestras. Na quarta,quem falará será a editora do suplemento Razão Social do jornal O Globo, a jornalista Amélia Gonzalez. Na quinta, será a vez de Glauco Humai, gerente de Responsabilidade Social da Souza Cruz.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O que já foi escrito sobre rádio


Para quem deseja se aprofundar mais na história do rádio ou se aperfeiçoar na sua técnica, preparei uma listinha de alguns livros básicos, que podem ser consultados no menu vertical, na opção ler para falar. Quem quiser sugerir algum nome que não esteja aqui, fique à vontade!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Com adoção do HD Radio/Iboc, espectro de frequências vai ser 'reduzido' em 30%

A afirmação é de um artigo publicado nesta segunda, 8/10, no Observatório do Direito à Comunicação. Para ler a íntegra do texto e entender o que pode contecer com a adoção do padrão Iboc para o rádio digital, clique aqui.

Tropa de Elite na UFRJ

O Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ promove a projeção do filme "Tropa de Elite", seguida de debate com os autores do livro Elite da Tropa (Rio de Janeiro: Objetiva, 2006)– Luiz Eduardo Soares, Rodrigo Pimentel e André Batista e com o diretor do filme José Padilha.
Entrada franca.
Dia 16 de outubro, às 18,30 hs no Salão Pedro Calmon
Av. Pasteur, 250/2º. Andar
Campus da Praia Vermelha – Urca
José Padilha – Além do recente "Tropa de Elite", foi diretor do premiado "Ônibus 174" (2002), entre outros.
Luiz Eduardo Soares é Secretário de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu/RJ e foi Secretário Nacional de Segurança Pública de janeiro a outubro de 2003. Antropólogo e cientista político, com pós-doutorado em Filosofia Política, foi coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania no Governo do Estado do Rio de Janeiro, de janeiro de 1999 a março de 2000, além de ser professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (Rio de Janeiro). Tem 11 livros publicados, entre eles "Cabeça de Porco", com MV Bill e Celso Athayde (Objetiva).
André Batista é capitão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Foi membro do BOPE entre 1996 e 2001. Fez o curso de aperfeiçoamento da PMERJ e se pós-graduou em Políticas Públicas e Segurança na UFF. Formou-se em Direito na PUC-RJ.
Rodrigo Pimentel foi membro da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, de 1990 a 2001. Como capitão, atuou no BOPE de 1995 a 2000. É pós-graduado em Sociologia Urbana pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi articulista do Jornal do Brasil e co-produtor do documentário "Ônibus 174". É consultor de Segurança.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Rádio MaréManguinhos está de volta!

A Rádio Marémanguinhos está de volta! Em caráter experimental, funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Ouça a rádio no site www.radiomaremanguinhos.fiocruz.br e dê sua sugestão!

Sistema digital poderá ser testado por até três rádios

Nas próximas semanas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai enviar a duas ou três emissoras de rádio escolhidas a metodologia criada para a realização de testes com os sistemas de rádio digital. De acordo com o superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da agência, Ara Apkar Minassian, a escolha das rádios fica a cargo do setor.
- Nós pedimos que eles escolhessem, entre eles, quem vai ser o cobaia para estes testes. É mais fácil do que você impor.
Para tanto, as especificações e metodologia serão entregues à Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e à Associação Brasileira de Radiodifusores (Abra). Três principais questões deverão ser avaliadas: a qualidade do sinal, a abrangência da cobertura e possíveis interferências entre emissoras do sistema digital sobre o analógico.
O superintendente destaca que concentrar os testes em duas rádios "não significa que são as duas melhores".
- Não tem nada a ver. Mas tenho que fazer um teste na praça de São Paulo porque é crítica. Tenho edifícios altos e um monte de obstáculos. Se o sistema der certo em São Paulo, a tendência de dar certo em outras cidades mais planas é muito maior.
Assim como São Paulo, ele cita Belo Horizonte e Rio de Janeiro, como cidades que têm a topografia bem diversificada. Não pretendo remeter para vinte emissoras porque, "quando você abre muito o leque, vai ter resultados dispersos", acrescenta.
Há dois anos, a Anatel começou a autorizar emissoras a realizarem testes com sistema digital. Ao todo, 19 emissoras pediram autorização, no entanto, a Anatel não sabe dizer quantas efetivamente realizaram testes.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Senado aprova CPI das ONGS

O Senado instalou nesta quarta-feira, 3, com quase um ano de atraso, a CPI que irá investigar a atuação das Organizações Não-Governamentais (ONGs). Em reunião no início da tarde, o senador Raimundo Colombo (DEM-SC) foi escolhido presidente da comissão. Uma reviravolta na base do governo, no entanto, impediu a confirmação do senador Valter Pereira (PMDB-MS) para a relatoria. A disputa entre partidos da base aliada, no entanto, adiou para a próxima terça-feira a escolha do relator da comissão. O PMDB havia indicado o senador Valter Pereira (PMDB-MS) para o cargo, mas o PT briga para emplacar o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) como relator.

Participe de um Grupo de Estudos em Terceiro Setor

O Diretório Central dos Estudantes da PUC-Rio (DCE) inicia as atividades do Centro de Estudos para o Terceiro Setor (CETS). Através da iniciativa de alunos e ex-alunos da Universidade, o CETS tem como objetivo desenvolver atividades de pesquisa, capacitação, análise e apoio às iniciativas sociais que promovam a melhoria da qualidade de vida dos diversos públicos. Suas atividades principais devem ser associadas à discussão, balanço, monitoramento e formulação de estratégias que possibilitem aos diversos projetos sociais se fortalecerem, garantindo assim, a realização efetiva dos direitos cidadãos.
Neste sentido, o CETS desenvolverá programas de pesquisas multidisciplinares, bem como seminários e cursos de formação na gestão e avaliação de projetos sociais. Como primeira atividade do CETS, terá início, no dia 05 de outubro, o Grupo de Estudos em Captação de Recursos visando se aprofundar na temática aplicada a projetos sociais, trabalhando fatores chaves que devem fazer parte de um programa de captação e que contribuem para o bom desempenho organizacional.
O grupo se reunirá semanalmente para discutir e trabalhar a partir do material previamente distribuído, enfatizando a importância de se elaborar o programa de captação de recursos a partir do plano estratégico da organização.
Poderão participar pessoas de quaisquer áreas, que já tenham alguma experiência com projetos sociais, e que tenham disponibilidade de comparecer às reuniões nas datas e horário estipulados; a saber: Data: Sextas feiras, das 11h às 13h / Local: DCE da PUC-Rio, casa II da Vila dos Diretórios AS VAGAS SÃO LIMITADAS. Maiores informações pelo e-mail: mailto:rp_kag%40yahoo.com.br ou pelo 3527-3616.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Anatel quer testar rádio digital AM/FM Iboc, mas não aparece fornecedor do equipamento

Depois do fracasso do primeiro, segundo pregão é convocado para 8 de outubro, conta o jornalista Márcio de Morais, do site Telecom Online.
De acordo com reportagem publicada no dia 21 de setembro, a Anatel está procurando no mercado equipamento de radiomonitoragem de sinais digitais AM/FM com tecnologia Iboc (In band on channel), mas não aparece fornecedor. O equipamento é necessário para que o regulador faça suas próprias avaliações e análises sobre o comportamento da tecnologia norte-americana em relação ao espectro radioelétrico, a preferida dos radiodifusores brasileiros para a digitalização das transmissões de rádio no país.
O pregão amplo realizado pela agência há cerca de um mês para aquisição do equipamento também solicitava receptor digital de rádio. O receptor permtiria aos técnicos ouvirem e avaliarem o comportamento e a qualidade do áudio das transmissões experimentais da tecnologia digital, que utiliza as mesmas banda e canal das transmissões atuais. Mas não apareceu fornecedor no pregão destinado a adquirir, em Brasília, os equipamentos.
O site Telecom Online ressalta que a Anatel não tem, até agora, qualquer resultado conclusivo sobre a tecnologia, o que esperava obter a partir dos testes que vêm sendo feitos há quase dois anos por diversas emissoras, país a fora. Para autorizá-los, a agência exige que a emissora interessada encaminhe relatórios mensais sobre os testes. Mas, os relatórios ficaram aquém do desejado - e daí a decisão de adquirir equipamentos para ter uma avaliação autônoma da própria Anatel. Mesmo sem conclusões confiáveis, a escolha do Iboc é tida como irreversível pelos radiodifusores. A aquisição do equipamento com tecnologia Iboc, e não de outra, é justificado pela agência devido à preferência do mercado em testar a tecnologia norte-americana. Mas informa que nos próximos dias também vai convocar fornecedores de equipamentos semelhantes para a tecnologia DRM, em ondas curtas e médias.

Quais são os obstáculos que as rádios comunitárias enfrentam

Para ter uma idéia do percurso histórico das rádios comunitárias nas últimas décadas, e conhecer os percalços deste caminho, um bom recurso está neste artigo disponível no site do Ibase.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Projeto de pesquisa

Amanhã, dia 25, será o lançamento do projeto de pesquisa "A CONTRIBUIÇÃO DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO: uma análise de iniciativas no Estado do Rio de Janeiro"

Vai ser às 14 h, na Sala C-104, IACS - Rua Lara Vilela 126, São Domingos, Niterói

A proposta é apresentar as idéias gerais do projeto, visando possibilidades de atuação conjunta. Para tanto, contamos com a presença de todos(as) interessados(as) no debate sobre essa tema e em possibilidades de atuação conjunta no âmbito do projeto. Esse será o primeiro de uma série de debates a serem realizados no IACS a cada duas semanas, sempre às terças-feiras.
Professores convidados para o painel de lançamento:
Profª Ana Baum - Comunicação/UFF
Profª Ana Enne - Estudos de Mídia/UFF
Prof. João Batista de Abreu - Comunicação/UFF
Integrantes do projeto:
Rádio Pop Goiaba - Niterói
Rádio Núcleo Barreto - Niterói
Rádio Novo Ar - São Gonçalo
Rádio Novos Rumos - Queimados-RJ (dentre outras)
FARC - Federação das Associações de Rádios Comunitárias

Convidados:
AMARC Brasil - Associação Mundial das Rádios Comunitárias
UNIRR - União e Integração das Redes de Rádio
NTI - Núcleo de Tecnologias de Informação
NEAMI - Núcleo de Educação Assistida por Meios Interativos

sábado, 22 de setembro de 2007

CARTA DOS PESQUISADORES DE RÁDIO E MÍDIA SONORA DO BRASIL

Nós, os 72 abaixo-assinados, pesquisadores e professores universitários de Comunicação Social e áreas afins - pesquisa.radio@yahoo.com.br -, todos tendo por objeto de estudo a radiodifusão sonora, tornamos pública nossa preocupação a respeito do processo de implantação do rádio digital em nosso país.
Não nos movem para tanto interesses de ordem partidária. Apenas queremos que a oportunidade tecnológica posta à frente de todos sirva ao bem comum e ao desenvolvimento do Brasil. Temos clara a importância do veículo para a população do país, do empresário que acompanha a evolução dos índices da economia ao trabalhador a quem o rádio oferece certo grau de solidariedade. Temos, também, consciência dos problemas deste meio em suas vertentes comercial, educativa e comunitária, que se deparam com a encruzilhada da convergência multimídia.
Realizando estudos a respeito há vários anos, acompanhamos tanto as políticas e as estratégias públicas para a introdução da tecnologia digital como os movimentos da classe empresarial e das organizações da sociedade civil a respeito. Alertamos, portanto, para o que foi constatado até agora:
1. Preocupa-nos que os testes com o padrão digital IBOC (in-band on-channel) estejam sendo realizados pelas emissoras autorizadas sem a utilização de uma metodologia ou padronização de critérios e procedimentos compatíveis com as condições brasileiras. A ausência de uma padronização impede a obtenção de resultados consistentes dos experimentos que permitam saber com segurança se, por exemplo, o padrão em teste provoca ou não interferência mútua entre os sinais digital e analógico.
2. Entendemos que o padrão de rádio digital a ser adotado deve ser capaz de garantir eficiência de transmissão em qualquer situação de recepção. Embora os testes realizados não tenham padronização, é possível identificar alguns problemas de adequação do padrão IBOC às características de cada localidade, como edificações e topografia e problemas de poluição radioelétrica. Pesquisadores que acompanharam testes em emissoras observaram problemas de interrupções abruptas do sinal digital em locais onde havia fios de alta tensão (rede elétrica), prédios e túneis, forçando o aparelho receptor a transmitir em analógico, com um delay que pode chegar a oito segundos.
3. Preocupa-nos o fato de que processo de digitalização poderá trazer dificuldades de adaptação para a maior parte das emissoras, sobretudo as pequenas e médias instaladas no interior, as educativas e as comunitárias, por falta de recursos para investimento. É provável que 50% das estações em funcionamento precisem trocar transmissores a válvulas por modulares para se adaptarem à tecnologia digital. Investimento igualmente significativo será necessário para digitalizar o processo de produção radiofônica, com a troca de equipamentos de estúdio, especialmente se for considerado o baixo nível de informatização interna das rádios no interior do país. É desejável que o padrão a ser adotado permita maior grau possível de aproveitamento de infra-estrutura existente e que apresente custos compatíveis com os diversos tipos de emissoras. A adoção de uma tecnologia não pode ser um fator de aprofundamento de diferenças de padrões técnicos e de produção já existente entre as estações de grande porte e as demais - pequenas e médias - que integram o sistema de radiodifusão brasileiro.
4. Inquieta-nos saber que o padrão em teste é uma tecnologia proprietária, cujos custos de royalties poderão inviabilizar a sua adoção por parte de emissoras comunitárias e educativas. Além disso, essa condição coloca os radiodifusores sujeitos aos ditames da empresa, a iBiquity Digital Corporation, que administra os direitos de uso da tecnologia. Podem, assim, perder o controle sob o gerenciamento do processo de instalação e definição de equipamentos.
5. Entendemos que a tecnologia de transmissão a ser escolhida terá de ser flexível, a ponto de favorecer a integração do rádio com as demais mídias e com sistemas de redes informatizadas. É importante que o sistema de transmissão tenha ferramentas multimídia que possibilitem a oferta de conteúdo na tela de cristal líquido do receptor digital ou em outras plataformas de mídia convergente. No entanto, essa vantagem tecnológica, que poderá representar receita adicional, não foi testada pelas emissoras autorizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações.
6. Consideramos que a adoção de qualquer padrão digital deve ser precedida por uma ampla análise técnica sobre as condições de funcionamento da tecnologia em outros países. Chama atenção o pedido de ampliação do uso de espectro de 200 kHz para 250 kHz apresentado em julho de 2007 pela iBiquity, proprietária norte-americana do padrão IBOC, junto à Federal Communications Commission (FCC). Esta alteração é uma demanda técnica, sem a qual o padrão não apresentará um desempenho satisfatório. Se for concedida pela FCC, a ampliação de freqüência poderá significar a redução de cerca de 30% no total de canais em freqüência modulada hoje disponíveis naquele país. Partilhamos da opinião da Benton Foundation, organização internacional dedicada à articulação de políticas para o uso da comunicação na solução de problemas sociais e em prol do desenvolvimento, que vê no aumento da largura do canal ocupado por uma estação uma possibilidade de redução de disponibilidade de espectro para eventuais novos atores.
7. Causa-nos estranheza a inexistência de canais de retorno no sistema digital em teste. Sem esse recurso, perde-se a interatividade, justamente um dos aspectos destacados como positivos no processo de introdução da televisão digital no país. Isto, portanto, pode significar ampliação das disparidades existentes entre os dois veículos e perda, no caso específico do rádio, da possibilidade de intensificar a participação dos ouvintes nas estratégias de programação das emissoras. De modo geral, alertamos para a perda de uma oportunidade, se embasada em estudos mais acurados, de transformação positiva do rádio, ampliando não só suas possibilidades comerciais, educativas e comunitárias, mas também produzindo condições para um efetivo exercício da cidadania e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil, de forma democrática, ampla e solidária. Lembramos, ainda, que a oportunidade atual deve servir ao crescimento do setor como um todo, crescimento este que vai além do mero faturamento comercial, mas significa novos postos de trabalho e maior interação social. Ficamos à disposição para esclarecimentos através do e-mail pesquisa.radio@yahoo.com.br.

Cenário político das rádios comunitárias

Para quem quiser debater o cenário político das rádios comunitárias:

Palestra: "Rádios Comunitárias: Cenário Político", com Tião Santos, da Viva Rio
Data: quinta-feira, 27/09/2007
Horário: 14h
Local: LECC, na Escola de Comunicação (UFRJ - Campus da Praia Vermelha).
End: Av. Pasteur, 250, fundos, sala 138 - Urca - Rio de Janeiro, RJ.
Fone: (21) 3873-5078

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

85 anos da primeira transmissão no Brasil

E assim se passaram 85 anos! Foi em 7 de setembro de 1922, como parte das comemorações pelo centenário da independência, que aconteceu a primeira transmissão radiofônica no Brasil. Foram instalados 80 receptores importados no Rio de Janeiro, o que permitiu a algumas pessoas ouvir o discurso do Presidente Epitácio Pessoa. A Westinghousa instalou uma emissora cujo transmissor de 500 watts ficava no alto do Corcovado.

A data da instalação da radiodifusão pode ser considerada oficialmente como 20 de abril de 1923, quanto entrou no ar a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, fundada por Roquete Pinto e Henry Morize, com os transmissores da Praia Vermelha, emprestados pelo Governo Federal.

Como quase tudo, existem controvérsias. Há quem diga que a primeira emissora do país foi a Rádio Clube de Pernambuco, que em Recife, no dia 6 de abril de 1919, com transmissor importado da França, fez sua primeira transmissão. Há quem diga também que esta transmissão estava mais para radiotelefonia.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Empresas mostram o que fazem em RSE

Começa na próxima semana o Ciclo de Palestras sobre Responsabilidade Social. O ciclo é uma promoção da disciplina Comunicação e Responsabilidade Social Empresarial, da Escola de Comunicação da UFRJ, e está aberto a todos os interessados.


A primeira palestra será sobre o Programa de Responsabilidade Social do Banco do Brasil, já na próxima semana.Participe! Venha discutir o assunto com empresas socialmente responsáveis.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Representantes da sociedade civil criticam testes de rádio digital sem método definido

Alessandra Bastos
Agência Brasil
26/8/2007

Brasília - A falta de uma metodologia que traga critérios e parâmetros para os testes com a nova tecnologia digital é a principal crítica dos especialistas e das entidades civis que fazem parte do conselho consultivo criado pelo Ministério das Comunicações para a digitalização do rádio no país. “Os testes foram feitos sem a existência de uma metodologia que pudesse dar unidade a eles”, diz a representante da Universidade de Brasília (UnB) no conselho, Nelia Del Bianco.

O representante da Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital no conselho, Jonas Valente, reclama: “Não há uma avaliação concreta sobre as tecnologias. Não há nenhum técnico do Estado acompanhando esses testes. Vai haver só uma coletânea dos relatórios”, reclama. A Frente representa cerca de cem entidades da sociedade civil.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, declarou que a decisão do governo sobre a adoção de um sistema digital não será feita antes da entrega dos resultados dos testes com o padrão norte-americano e da posterior análise, mesmo que seja preciso prorrogar prazos. Mas disse também que não irá esperar a realização dos testes com o padrão europeu DRM, que estão atrasados. A idéia é que o país adote os dois sistemas. O norte-americano para as rádios AM e FM e o europeu para as rádios de ondas curtas (OC).

Para a professora da UnB, mesmo os testes feitos com o o sistema de rádio digital norte-americano In Band – On Chanel (Iboc) são de pouca serventia. “Você não pode comparar o resultado dos testes, uma vez que há divergência sobre a forma de realização dos mesmos”, diz, referindo-se à falta da metodologia.

A metodologia que deverá ser aplicada pelas rádios AM no testes com o padrão americano Iboc foi encomendada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) à UnB e já está pronta. A metodologia passou por um processo de consulta pública e os resultados estão sendo agora analisados pelos técnicos da Anatel. A metodologia poderá ser usada a partir do momento em que for publica no Diário Oficial, e a previsão da Anatel é que isso ocorra em um mês.

Entretanto, a metodologia para testes na faixa FM com o padrão americano e na freqüência ondas curtas (OC) com o padrão europeu DRM ainda não foram concluídas. As duas, depois de prontas, também passarão pelo processo de consulta pública. A Anatel não têm previsão de quando os testes poderão ser iniciados. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), cujas rádios membro realizam os testes com o Iboc, informou que as emissoras não terão que refazer os testes depois que a Anatel publicar a metodologia. Os relatórios dos testes com o Iboc serão apenas adaptados, diz o presidente da Abert, Daniel Pimentel Slaviero.

“Não há necessidade de novos testes. Não precisam de mais testes AM e FM, porque eles já vêm ocorrendo com as 15 emissoras que já estão no ar. O que realmente precisa é de uma consolidação desses números de uma maneira uniforme, que são os critérios propostos pela Anatel”, explica Slaviero.

De acordo com o ministro Hélio Costa, 21 rádios espalhadas por quase todas as capitais brasileiras já operam em testes com o Iboc. Dessas, 15 emissoras - localizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre - são registradas na Abert.

Organizações civis temem que sistema norte-americano de rádio digital inviabilize novos canais

Uma das principais preocupações das rádios comunitárias e dos profissionais que nelas trabalham é como ficará o espaço eletromagnético com a chegada da rádio digital. Será possível ampliar a oferta com novos canais? Haverá aumento da concentração?

Para entender melhor o que vem sendo discutido recomendo a reportagem de Alessandra Bastos, da Agência Brasil, datada de 26/8/2007:

Organizações da sociedade civil que participam do conselho criado pelo Ministério das Comunicações para assessorar a escolha do padrão de rádio digital no país tem receio de que o sistema norte-americano, chamado Iboc, impeça a entrada de novas rádios no dial do rádio. As emissoras compartilham um espaço, chamado espaço eletromagnético, por onde trafegam as ondas do rádio.
O representante da sociedade civil no conselho Jonas Valente diz que no Iboc, durante o período de transição - previsto para durar dez anos -, a emissora vai poder ocupar o dobro do espaço que hoje ocupa no espectro. Se, por um lado, elas vão ter a possibilidade de ter diferentes programações simultaneamente, por outro, a limitação de espaço no espectro pode impedir a entrada de novas rádios. “Embora uma rádio possa colocar ali novas programações, você restringe a entrada de novos atores”, diz Jonas Valente.
O ministro das comunicações, Hélio Costa, afirma o contrário. Ele explicou, na última entrevista coletiva concedida sobre o assunto, que o espectro vai aumentar com o Iboc, resolvendo o problema de cidades como São Paulo, onde hoje, com o padrão analógico, já não há mais espaço para novas rádios.
A jornalista e mestre em ciências da comunicação Ana Luisa Zaniboni afirma que “a principal crítica dos engenheiros e especialistas é o caráter reducionista do padrão digital referendado pelo governo brasileiro. Avaliado como um sistema exterminador de espectro, o sinal Iboc ocupa 200 Khz a mais nos canais adjacentes para transmissão simultânea em analógico e digital, nas fases experimental e de transição. Entretanto, ao entrar em operação definitiva, o Iboc passa a incorporar integralmente os 400 Khz anteriormente utilizados, inviabilizando surgimento de novas emissoras”, explica ela no livro “Na Boca do Rádio, o radialista e as políticas públicas”.
O consultor jurídico da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Joaquim Carlos Carvalho levanta ainda uma segunda questão. Ainda que o espaço seja devolvido, para ser reaproveitado por uma nova emissora, todas as demais terão que mudar a sintonia porque vão expandir e depois recuar. "Vai exigir o reordenamento de todo o espectro. Não vai garantir o mesmo canal", afirma.
Para o representante brasileiro de Políticas de Comunicação da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), Gustavo Gindre, que também é membro do conselho consultivo do Ministério das Comunicações, “a gente perde uma chance de desconcentrar o mercado. Pelo contrário, pode concentrar ainda mais”.

A Rádio Digital está chegando. O que muda para o ouvinte?

Para ficar por dentro das principais mudanças, sugiro um artigo publicado no site Caros Ouvintes (que aliás vale a visita), escrito por Chico Socorro, profissional de publicidade e marketing.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Definição da rádio digital brasileira está próxima, afirma ministro

A definição do sistema de rádio digital que deverá ser adotado no Brasil está próxima, assegurou hoje, 22 de agosto, Hélio Costa, ministro das Comunicações. Ele afirmou que “nossa rádio digital está na reta final. Até o mês que vem devemos levar à Casa Civil e ao Presidente nossa proposta, elaborada em conjunto com os radiodifusores”. Costa destacou que o Ministério das Comunicações discute com os comitês de tecnologia da Câmara e do Senado, para a elaboração de documento, que deverá ser enviado à Presidência da República, dando subsídios ao presidente para definição do sistema de rádio digital no país. O Minicom também está realizando reuniões, com entidades interessadas na rádio digital a cada 30 dias, para ouvir sugestões. “Na última reunião geral, há três semanas, pedi às entidades que apresentassem um relatório final”, disse Costa. O sistema escolhido “deverá abrir caminho para que possamos resgatar as transmissões de ondas curtas, de maneira digital”, assegurou o ministro. “Temos informações de que um transmissor de 50 MHz de Brasília seria suficiente para cobrir toda a América Latina”

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Rádio digital pode ser anunciada no congresso da SET

No congresso da Sociedade de Engenharia de Televisão que começa nesta quarta, 22, e vai até sexta, 24 de agosto de 2007, no Centro de Convenções Imigrantes em São Paulo, existe a expectativa do anúncio do início das transmissões do rádio digital.

O Congresso SET, realizado desde 1988, pela SET - Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão é o principal evento de tecnologia de broadcast que acontece no Brasil.O Congresso SET atende a proposta mundial da Convergência para os mercados de tecnologia de produção, transmissão, distribuição, exibição e recepção do conteúdo eletrônico audiovisual: Cinema Digital / Internet / Indústria / Produção / Rádio / Telecomunicações / TV Aberta / TV por Assinatura.

Rádio enfrenta o desafio de ser digital

Tecnologia melhora qualidade e traz novos serviços, mas ainda é cara
O rádio brasileiro se prepara para a digitalização. A TV digital já tem data de estréia: 2 de dezembro, em São Paulo. Já o rádio depende de definições do governo. A expectativa é a de que haja algum anúncio durante o evento Broadcast & Cable, que começa na quarta-feira. O País deve optar pelo padrão americano Ibiquity para AM e FM e pelo europeu Digital Radio Mondiale (DRM) para ondas curtas.
A tecnologia digital vai melhorar a qualidade do som, dando ao AM a qualidade do FM atual e ao FM uma qualidade próxima à do CD. O Ibiquity permite a multiprogramação. Ou seja, a transmissão de mais de um programa ao mesmo tempo num único canal de rádio. Emissoras americanas chegam a transmitir três programas digitais e um analógico no mesmo canal. As emissoras podem enviar aos aparelhos mensagens de texto, mostradas no visor do rádio, com informações como nome e intérprete das músicas, previsão do tempo, condições do trânsito e comerciais. Também é possível transmitir pequenos arquivos de imagem.
Os problemas são o preço e a disponibilidade dos receptores. Nos Estados Unidos, onde o rádio digital é chamado de HD (sigla em inglês de digital híbrido), os modelos mais baratos custam US$ 120. Não existem radinhos de pilha no padrão Ibiquity, pois o sistema consome muita energia. Para o mercado brasileiro, onde predomina o ouvinte de baixa renda, essa situação pode ser um obstáculo.
“A digitalização é uma questão de subsistência e de sobrevivência do rádio”, diz Acácio Luiz Costa, coordenador da Aliança Brasileira para o Rádio Digital. “Aos 75 anos, o rádio brasileiro precisa se atualizar tecnicamente. É o meio mais antigo e o último a ser atualizado.” Dezessete emissoras locais já testaram o sistema digital, com tecnologia Ibiquity. “É a única possível e disponível. Discutir tecnologia é uma grande bobagem. Se o sistema não for bom, o consumidor não compra.”
Para Costa, a redução de preço é uma questão de tempo. “O preço está caindo de maneira avassaladora”, disse o executivo. “Hoje, o aparelho custa por volta de 20% mais que o analógico. Até o fim do ano, devem chegar ao mercado americano celulares com receptor de rádio digital.” Ele acredita que a digitalização permitirá ampliar a participação do rádio na publicidade. Segundo o relatório Inter-Meios, entre janeiro e maio de 2007, o rádio teve participação de 4% no bolo publicitário brasileiro, comparada aos 59,5% da televisão e a 16,8% do jornal.
OPORTUNIDADES
Segundo Ronald Barbosa, diretor de Rádio da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET), além das 17 emissoras que já testaram o rádio digital, há entre 40 e 50 que importaram o equipamento, mas não testaram os transmissores. Há 4,5 mil emissoras de rádio em operação no Brasil. “Uma vez divulgada a decisão, a expectativa é de que leve um ano para a regulamentação toda estar pronta”, diz Barbosa.
A digitalização cria oportunidades de negócio para as emissoras, como serviços acessórios. Um exemplo, segundo Barbosa, seria indicar no visor a programação da emissora. Outra possibilidade é distribuir informações de texto.
O rádio está em 88% dos lares brasileiros, perdendo apenas para a TV. Cerca de 75% dos receptores são domésticos. Por causa do preço mais alto e ausência do modelo portátil, a expectativa é de que o modelo digital seja adotado primeiro nos carros.
A transição do rádio analógico para o digital deve ser mais simples que da TV, que exige um canal novo para que transmita, simultaneamente, os sinais analógico e digital. Para o rádio, não é necessário. O Ibiquity é um sistema Iboc (sigla de In-Band On-Channel). Ou seja, permite que os dois sinais sejam transmitidos em um só canal. A indústria brasileira ainda não tem previsão de preços para os aparelhos.
(Estadão - 17/8/2007)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Rádios comunitárias temem perda de espaço com sistema digital

15/08/2007
Alessandra Bastos
Agência Brasil
Brasília - Associações temem que o modelo norte-americano de rádio digital inviabilize a operação das rádios comunitárias no país. A preocupação é que, pela legislação brasileira, a potência máxima permitida a uma rádio comunitária é 25 wattz. No sistema norte-americano, 25 wattz equivale à potência dos ruídos, segundo o representante da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Joaquim Carlos Carvalho.
“Estarão fora do mercado todas as rádios comunitárias, educativas e as rádios comerciais pequenas. Só vão ficar as grandes emissoras”, alertou Joaquim Carvalho, ao participar hoje (14) de uma audiência pública sobre os procedimentos de outorga, fiscalização e legislação de radiodifusão comunitária, ocorrido na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.
O modelo norte-americano, chamado de In Band on Chanel (Iboc), está em estudo pelo Ministério das Comunicações. O ministério e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estão analisando o modelo e vão preparar um relatório, a ser encaminhado à Casa Civil e à Presidência da República para aconselhar os padrões que deverão ser implantados no Brasil.
No caso da escolha brasileira pelo padrão Iboc, as rádios comunitárias enfrentariam ainda outros problemas, segundo entidades. “Os equipamentos são extremamente caros e as rádios não têm condições de adquirir”, adianta a representante do Conselho Regional de Radiodifusão Comunitária do Rio Grande do Sul (Conrad-RS), Soraia da Rosa Mendes. “Vão simplesmente deixar de existir. E hoje, já possuem ruído, na rádio digital, não conseguirão atingir a sua faixa”, diz.
O representante da Abraço reclama que “o governo não está seguindo a mesma linha da TV digital em que foi aberto um edital, contratadas universidades que fizeram um estudo e criou-se um sistema brasileiro de TV digital”.
Para ele, no processo de digitalização da TV, “foram incorporadas inovações das nossas universidades, como o MP4 para a compressão do áudio, que todos os outros sistemas vão utilizar. O sistema brasileiro foi usado para melhorar os outros sistemas existentes no mundo”.

Documentário sobre o BigBoy


Lembram do locutor que citei ontem na aula, que revolucionou nos anos 70 a forma de se falar em rádio, criando uma escola que depois foi ampliada pelas FM? O nome dele é Big Boy e neste documentário vocês podem conhecer um pouco mais do trabalho que ele desenvolveu:



Clique e veja:
The Big Boy Show
Documentário De Claudio Dager, Leandro Petersen 20 min
Com: Carlos Townsend, Dr. Silvana, João Pecegueiro Do Amaral, Newton Duarte

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Rádio digital vem aí...

Mas há uma grande discussão em torno do custo do conversor, afora a questão do padrão a ser adotado...Veja mais em A Reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia debate o alto custo do rádio digital

Início de transmissão

Até dezembro, vamos falar de:

  • O veículo rádio e suas características
  • O rádio frente a outras mídias
  • As primeiras experiências, a chegada ao Brasil, a primeira emissora
  • A época de ouro do rádio
  • Radiojornalismo: Repórter Esso
  • Diferenças entre AM e FM
  • Futuro do rádio (digital, web radio)
  • Legislação – rádios comunitárias, rádios piratas, rádios na internet
  • Rádios all news x rádios de variedades
  • A linguagem radiofônica (concisão, clareza e coloquialidade)
  • Linguagem oral x linguagem radiofônica
  • A credibilidade do rádio (ao vivo x gravado)
  • Companheirismo, identificação, utilidade pública e serviço
  • O texto no rádio; normas de redação e suas aplicações
  • A notícia e os critérios de seleção (público-alvo)
  • Tipos de notícia (matéria com/sem sonora)
  • Reportagens
  • Formas de transmissões informativas – flash, edição extraordinária, especial, boletim, jornal, informativo especial, variedades)
  • Apresentação de programas jornalísticos
  • Expressão da opinião: entrevistas e debates (gravados e ao vivo)
  • Roteiro de programas ao vivo/gravados
  • Radioteatro (esquete, peça completa, seriado de aventuras, rádio-novela)
  • Esporte no rádio
  • Música, diversão & arte.

E no final, os alunos fazem um programa de rádio com uma hora de duração

Bem-vindo ao curso de Criação Radiofônica

Este é o blog do curso de Criação Radiofônica da Escola de Comunicação da UFRJ.

Este curso pretende trabalhar as possibilidades da linguagem para rádio e outras mídias sonoras.
Oficialmente, a ementa diz o seguinte:
Formas e possibilidades expressivas da linguagem sonora.
O rádio como arte do tempo.
A linguagem escrita e a linguagem falada.
Valores e características do meio rádio.
Estrutura do texto radiofônico.
Prática de redação, improviso e interpretação.

Fique ligado!

Quem é o radialista?

Quer conhecer o que faz um radialista? Como foi definida a profissão? Quais as funções que um radialista pode exercer? Acesse http://www.sintertmg.org.br/manualdo.htm.
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